2021-03-24

Tágide: Heróis Portugueses XXI

A menos de 20 personagens para encerrar a iniciativa, os Heróis Portugueses celebrados pelo col. Tágide apresenta hoje mais 3 protagonistas das nossas páginas de quadradinhos:


Luís de Camões (ilustrado por Pedro Cruz) é mais uma figura histórica adaptada à BD trazido para as páginas de quadrinhos por diversos autores e editoras. O primeiro registo é de 1880, numa prancha com o título "A Vida de Camões", por autor anónimo, que foi reimpressa em Dicionário de BD: Léxico Disléxico, por Leonardo de Sá, publicado pela Pedranocharco. Seguem-se os autores Adolfo Mueller (arg.) e Fernando Bento (des.), que adaptaram a vida de Camões na revista Diabrete #702-730, em 1950, com edição em álbum pela Fundação Gulbenkian e reedição na colecção Antologia da BD Portuguesa, da editora Futura. Em 1957, José Antunes produz “Trinca-Fortes” na revista Mundo de Aventuras #386-411 e Camarada (1963), sendo por fim compilada na colecção Cadernos Moura BD #5, pelo município daquela cidade. Também Jobat (José Baptista) ilustrou o herói, na revista Diário Popular, em 1972, na série "A Vida Apaixonada e Apaixonante de Camões", sendo o argumento em francês de Michel Gérac. O mesmo desenhador reeditou da BD desde 2003 no semanário O Louletano.
Em 1972, a dupla José Cosme (arg.) e Carlos Alberto (des.) publicou Camões: A sua Vida Aventurosa, pela Agência Portuguesa de Revistas, reeditada a cores pela Asa Edições, em 1990; do mesmo pintor, surgiu uma biografia ilustrada em cromos, em 1966, também pela APR. Raul Costa (arg.) e José Manuel Soares (des.) produziram um álbum de BD pelo edil de Odemira, em 1990, o qual mereceu 2a edição, a que se segue Camões aos Quadradinhos, por Rui Pimentel e Jorge Serrão, baseado na peça de teatro de Hélder Costa e publicado pela APR. E por fim, de Jorge Miguel, surge em 2008 Camões: De Vós não Conhecido, nem Sonhado?, pela Plátano, vencedor de prémio no Troféu Central Comics.
A personalidade marcou ainda presença noutros livros ou revistas, como em Lições de História Pátria por Pedro Carvalho (arg) e Eugénio Silva (des) (1967), na revista Pisca-Pisca por José Antunes (1968), na revista Girassol #145 por José Garcês (1972), em A História de Portugal em BD por A. Carmo Reis (arg) e José Garcês (des.)(1985), em Os Lusíadas vol.1-3 por José Ruy, em Por Mares nunca antes Navegados por Baptista Mendes (1980), em Gesta Heróica por Vítor Peon (1983), na História Alegre de Portugal por Manuel Pinheiro (arg) e Artur Correia (des) (2008), e por fim na rubrica Bartoon, por Luís Afonso.

O jovem detective
Zeca, de José Manuel Soares (ilustrado por João Raz), surge como resposta às aventuras d'O Cuto, por Jesus Blasco. As BDs do Zeca estrearam em 1957, na Mundo de Aventuras #392-403, tendo regressado em vários números até ao #437. E por último temos a raposa Saltapocinhas (ilustrada na versão original e em interpretação pela Mª João Claré), uma criação literária de Aquilino Ribeiro na fábula O Romance da Raposa, em 1924. Este clássico teve também sucesso na adaptação para TV e banda desenhada, numa edição que marcou o regresso de Artur Correia à personagem, tendo ele sido um dos responsáveis pelas animações de 1987. A novela gráfica foi publicada em 2009 pela Bertrand.

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