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2022-05-27

Tágide: Heróis Portugueses II – 12

A iniciativa Heróis Portugueses 2 encerra nesta publicação, com as últimas homenagens desenhadas às principais personagens da BD portuguesa e respectivos criadores. O projecto foi recentemente compilado no fanzine Outras Bandas #7, mas para conhecer os heróis nestes tributos, visite os anteriores destaques: Consulte aqui os anteriores destaques: #1, #2, #3, #4, #5, #6, #7, #8, #9, #10 e #11.

Começamos com Careto, figura mitológica do folclore português, central à tradicional Festa dos Rapazes, que foi adaptado à banda desenhada por Ricardo Cabral, em 2005, na revista Blazt #1. Posteriormente, a entidade surge no díptico Natal dos Caretos, de António Pinelo Tiza (arg.) e José da Fonte (des.), pela Lema d’Origem, e em 2015, e em Os Reis dos Caretos, com João Paulo Rocha (des.), em 2020.
As figuras dos Caretos surgem também no álbum
Lugar Maldito, de André Oliveira e João Sequeira, pela Polvo, em 2017.


Zama
(ilustrado por Daniel Maia) foi criado por Roussado Pinto (argumento) e Vitor Péon (desenho), em 1950, na revista Mundo de Aventuras. Um assumido pastiche de Tarzan, como muitos que surgiam por edições estrangeiras na altura, Zama regressou à revista nos anos seguintes, com duas outras histórias serializadas, “O Mistério dos Leopardos” (1952) e “O Filho de Zama” (1954), onde a aventura na selva se mistura com ficção-científica.


Marcos Audaz (ilustrado por Mário André), originalmente chamado de Frank Savage, foi criado por Vitor Péon, em 1953, na revista Mundo de Aventuras #211-230, com a história “Uma Aventura no Oriente.” A BD mais tarde foi colorida e reeditada nos números 359-377, com o título “O Buda de Marfim,” sendo esta versão compilada em álbum, em 1993, pela Edições Asa.

Titã (ilustrado por João Raz) é provavelmente o primeiro super-herói português, tendo sido criado 15 anos antes do Capitão Portugal, e 20 antes da primeira super-heroína, Copra. Concebido nos anos 50 para a revista epónima Titã, foi escrito por Roussado Pinto e desenhado por Vitor Péon, o herói teve destaque no #1 do título, onde se iniciou a aventura “Circos em Luta,” que culmina no #6. Além de ser frequentemente figurado em catálogos e monografias sobre BD portuguesa, a personagem circense regressa em 2017, no Boletim do Clube Português de Banda Desenhada #143, que homenageia e reproduz conteúdos do Titã.


Judas
(ilustrado por António Coelho) é o herói de Ermal, criado em 2017 por Miguel Santos. A série, com 4 volumes anuais publicados até 2020, narra uma história alternativa distópica em que a Guerra Fria terminou com a devastação do hemisfério norte e nunca se deu a Revolução de 25 de Abril, levando os refugiados Portugueses a fugir para as colónias do Ultramar. A colecção será em breve compilada em volume integral.


Teresa Afonso, a Zorra
(ilustrada por António Coelho) é a heroína histórica, mãe de D. Afonso Henriques, adaptada à banda desenhada por Vitor Péon, nas páginas do Jornal da BD #153-160, em 1985. As BD “Teresa Afonso, a Zorra: Guerreira e Governanta” foi reeditada no álbum Gesta Heróica vol.2, em 1996.


2022-05-25

Outras Bandas #7 – Heróis Portugueses II [Tágide]

Após ter realizado entre 2020-2021 a iniciativa inédita Heróis Portugueses, em que os autores do colectivo Tágide ilustraram tributos aos 100 principais personagens da banda desenhada portuguesa, compilada no fanzine Outras Bandas #5 (Setembro de 2021), o grupo retomou o mesmo desafio no 1º semestre, com uma 2a ronda do projecto, desta vez celebrando outras 50 das mais famosas personagens da BD nacional, que agora são reunidos neste Outras Bandas #7 - Heróis Portugueses II.

Com personagens bem conhecidas do público, entre figuras clássicas e criações contemporâneas, houve ainda espaço para recordar heróis desaparecidos, assim se procurando cultivar uma memória viva da BD portuguesa e prestar justa homenagem aos autores que desde o século passado ajudaram a trazer o sector até aos mais auspiciosos dias de hoje. Definitivamente, com 150 heróis de quadrinhos destacados, já não se pode argumentar que a banda desenhada portuguesa não é feita de heróis, ou de que estes não têm carisma suficiente para se implementar no mercado!


 

Tal como antes, os critérios de selecção passaram por escolher personagens clássicos, modernos e contemporâneos, e privilegiar o destaque a heróis de apresentação icónica e não tanto protagonistas de novelas gráficas; razão pela qual ficaram de fora menções a certas obras fundamentais da BD nacional. Tanto quanto possível, procurou-se ainda seleccionar heróis que tenham constituído uma colecção ou sido publicados/reeditados em vários títulos, assim se legitimando a sua popularidade.

O projecto contou com contributos pela quase totalidade de membros do colectivo informal: António Coelho, Daniel Maia, Filipa Lopes, Henrique Gandum, João Raz, Jorge
RoD! Rodrigues, José Bandeira, Maria João Claré, Mário André, Nuno Dias, Patrícia Costa, Rafael Marquês, Rui Serra e Moura, Sérgio Santos, Susana Resende, Shania Santos e Yves Darbos.

Outras Bandas #7 – Heróis Portugueses II
é uma edição independente, respeitadora do Direito de Autor dos criadores aqui representados, que são inteiramente creditados. O título é lançado no 17º FIBDB, no Domingo, dia 29/5, estando disponível no Mercado do Livro.


Outras Bandas #7: Heróis Portugueses II
(Tágide)
Autores: António Coelho, Daniel Maia, Filipa Lopes, Henrique Gandum
João Raz, Jorge Rodrigues, José Bandeira, Maria João Claré, Mário André,
Nuno Dias, Patrícia Costa, Rafael Marquês, Rui Serra e Moura,
Sérgio Santos, Shania Santos, Susana Resende e Yves Darbos
Ilustração de Capa: Patrícia Costa (arte) e Daniel Maia (grafismo)
Edição/Produção: Daniel Maia e Susana Resende
Fanzine de Ilustração | 32p | Impressão Preto/Branco
1ª Edição: Maio de 2022 | 100 ex. | PVP. 3,00€

2022-05-20

Tágide: Heróis Portugueses II – 11

Os Heróis Portugueses entraram na recta final, continuando o tributo às principais personagens de BD portuguesas!

Hoje falamos da rebelde Alma (ilustrado por Daniel Maia), que foi criada por Penim Loureiro (história e arte) e Carlos Silva (argumento) em 2021, protagonista da série Umbigo do Mundo, que retrata um futuro distópico europeu. A colecção continua em 2022, com o 2º volume.


O Balbino (ilustrado por Mário André), foi criado por André Oliveira (argumento) e Pedro Carvalho (desenho) em 2015, e publicado em rubrica mensal na Revista Viana Social e Cultural. As pranchas humorísticas foram posteriormente compiladas no álbum O Incrível Tarantantan de Balbino, o Estruficador (Kingpin Books), em 2016. Este super-fanboy onanista vê a sua vida mudar quando E.T.s se prestam a realizar o seu sonho de se tornar um super-herói!

A
Prima Zuca (ilustrada por Rui Serra e Moura), e a sua ama Nabiça, foi criada por Fernando Bento, em 1941, protagonistas da série “As Diabruras da Prima Zuca,” na revista Diabrete. As pranchas humorísticas continuaram a ser editadas até 1946, sendo depois restauradas pelo editor Manuel Caldas e compiladas no álbum Diabruras da Prima Zuca, editado pela Baleia Azul/Bedeteca, em 1997.

 
Apresentamos ainda Beirão (ilustrado por Yves Darbos), criado em 2017 por Rafael Sales, no álbum Beirão, e continuado em Beirão - Rijo como Granito, em 2019. Este vigilante mascarado da região das Beiras, estende o seu manto de defesa na vila de Castendo, no interior do país.

Por último, The Mighty Gang (ilustrado por Filipa Lopes) foi criado em 2010 por Joana Rosa. Embora desenvolve as personagens desde o ensino secundário, a autora iniciou a publicação da série em 2010, na revista Banzai, continuando-a entre 2015 e 2018 no jornal JanKenPon, nos doze números deste. Após uma campanha de financiamento público, a compilação das BDs foi lançada pelo seu selo editorial Djinn, em 2021, em The Mighty Gang vol.1, que reúne os 12 primeiros capítulos da aventura, em 300 páginas; o 2º volume está previsto para breve.

TMG narra as aventuras de três jovens, Sarah, Johanna e Andre, com o poder de controlarem elementos diferentes, com os quais lutam contra a raça Daimonics.



Consulte aqui os anteriores destaques: #1, #2, #3, #4, #5, #6, #7, #8, #9 e #10.

2022-04-26

Tágide: Heróis Portugueses II – 10

Os Heróis Portugueses aproximam-se da recta final, com mais de 40 personagens original celebrados na iniciativa!...

Hoje partilhamos o célebre escritor e poeta Fernando Pessoa (ilustrado por José Bandeira), que foi celebrado com diversas adaptações à banda desenhada. A figura da cultura portuguesa surge, pela primeira vez, numa BD de Jorge Mateus, na revista Selecções BD #3, em 1988, no centenário da sua morte. E em 1991, no #40 da mesma revista, José Abrantes repete o tributo.
Em 2002, no álbum
Heróis da Literatura Portuguesa, a dupla Pedro Pestana Soares (arg.) e João Chambel (des.), assinam uma BD onde Pessoa encontra o mago Alesteir Crowley na Quinta da Regaleira. Em 2003, o fanzine A Peste #3 inclui “Flagrante Delirio”, onde Pessoa ser de inspiração e de protagonista nesta BD de Lúcio Ferro (arg.) e Filipe Frade (des.). E em 2008, o BDjornal publica “A Anunciação”, com argumento de André Oliveira e arte de Nuno Frias, Ricardo Reis, Miguel Gabriel, João Vasco Leal e Cristiano Baptista, que fora estreada em exposição um ano antes. Também em 2008, celebrando os 120 anos do falecimento do poeta, Miguel Moreira inicia o webcomic “As Aventuras de Fernando Pessoa, Escritor Universal,” com cores de Catarina Verdier, o qual é compilado em álbum em 2015, pela editora Parceria A.M.Pereira. Ainda em 2008, a autora Ana Filomena Pacheco edita na revista Cais #131 a BD “O Banqueiro Anarquista,” onde Pessoa é igualmente escritor e personagem.

Em 2015, André Morgado escreve e publica
A Vida Oculta de Fernando Pessoa, com arte do brasileiro Alexandre Leoni, que já foi reeditado e onde se reimagina Pessoa como um caçador do oculto. No mesmo ano, a antologia K! #20, da Letónia, com o subtítulo O Desassossego, incluiu BDs dos autores portugueses Amanda Baeza, André Lemos, André Pereira, Bruno Borges, Cátia Serrão, Daniel Lima, Daniel Lopes, Filipe Abranches, Francisco Sousa Lobo, Joana Estrela, João Fazenda, Marta Monteiro, Milena Baeza, Paulo Monteiro, Pedro Burgos, Rafael Gouveia, Tiago Casanova e Tiago Manuel.
Por último, em 2017, em
O Infante Portugal em Universos Reunidos, José de Matos-Cruz adapta o escritor na personagem Álvaro Pessoa, com desenhos de Daniel Maia. A mesma personagem-pastiche é recuperada por José Bandeira em Aurora Boreal em Reflexos Partilhados, por editar em 2022.


 

Os aventureiros Meia-Noite e Três (ilustrado por Rafael Marquês), criados por Nuno Duarte (arg.) e Ana Freitas (arte) são o trio de protagonistas desafiados para uma epopeia pelo Prof. Meia-Noite, nesta BD serializada no suplemento juvenil semanal Kulto #19 a 56, publicado com o jornal O Público, entre 2005 e 2006. Trata-se da primeira obra de influência manga editada no país. A aventura ficou por concluir devido ao cancelamento da revista.

 

O gato Hórus (ilustrado por Maria João Claré) foi criado por José Abrantes, numa série de tiras humorísticas em jornal. Após a descontinuação da edição, as tiras foram compiladas em dois álbuns da editora Baleia Azul, respectivamente em 1997 e 2001. Mais tarde, Hórus regressou no Cadernos de Moura BD, em 2007, em edição dedicada ao autor.

O aventureiro Doc Challenger (ilustrado por Jorge Rodrigues) foi criado por Pedro Potier em 1994, na revista Art Nove #1 e 2. O herói foi recuperado em 1995, numa breve aventura publicada no fanzine Fantasia Estúdio: Portfólio. Uma nova aventura está na forja, para breve.

O intrépido repórter Luís Vilar (ilustrado por Nuno Dias) foi criado por Jobat, vulgo João Baptista, em 1958, surgido nas páginas do Mundo de Aventuras #452 a 461, com a BD “Um Caso de Contrabando.” Em jeito de reedição, as aventuras do herói foram re-masterizadas e publicadas no jornal O Louletano, em 2012.


O aprendiz de mago Eyren Caeli (ilustrado por Shania Santos) foi criado por Patrícia Costa em 2021, na série Crónicas de Enerelis, auto-editada pela própria. A obra foi a 5ª produção original portuguesa influenciada nos manga e a 2a edição desse género no país a ser garantida através de crowdfunding. Em Enerelis, um mundo paralelo à Terra, a magia permeia o quotidiano e Eyren procura formar-se como maegian para salvar o seu melhor amigo.
Eyren surge também em diversas edições especiais, tais como 2 fanzines de antevisão do Vol.2 e Vol.3, mais a ed. especial
Enerelis Expandido e o catálogo de exposição Enerelis: A Criação de um Novo Mundo. O Volume 4 está previsto para edição em 2023.


Consulte aqui os anteriores destaques: #1, #2, #3, #4, #5, #6, #7, #8 e #9.

2022-04-20

Tágide: Heróis Portugueses II – 9

A 2a ronda desta iniciativa já atingiu os 2/3s dos desenhos de tributo projectados, com seis novas homenagens hoje…

Começamos com o saloio Zé Quitolas (ilustrado por Jorge Rodrigues) foi criado por Fernando Bento em 1944, no caderno nº134 d’O Diabrete, ilustrado como “fatos de carnaval.” A personagem, sempre acompanhado pelo seu burrito Faísca, surgiu depois no suplemento Pajem #58, da revista Cavaleiro Andante, publicado em pranchas humorísticas coloridas e auto-conclusivas, no qual as aventuras se estenderam ao fascículo #326 (1946).

O temerário explorador
Serpa Pinto (ilustrado por José Bandeira) foi adaptado à banda desenhada por Fernando Bento, em 1951, na revista Diabrete #787 a #842, sendo essa BD serializada depois reeditada no Mundo de Aventuras (2a série) #327-331 e por fim compilada no álbum A Vida Aventurosa de Serpa Pinto, pela GICAV, 1991. De seguida, Agostinho Macedo (arg.) e José Garcês (des.), também ilustraram o herói no álbum Grandes Portugueses, em 1962. E também o fizeram Baptista Mendes, no Jornal do Exército, e José Pires, no mesmo título, em 2012.


A poderoso
Miguel, da série Júpiter (ilustrado por Maria João Claré), foi criado por Ricardo Lopes em 2014, sendo publicado em 4 álbuns até 2017, e compilado num volume integral em 2020. Miguel herda a magia lendária dos relâmpagos, Fulgur, que deriva de Olympus, e inicia assim aventuras que resultaram na segunda série manga produzida no nosso país.
O navegador espacial
Guemarra (ilustrado por Patrícia Costa) foi criado por Daniel da Silva Lopes, em 2019, com o apoio de Francisco Ferreira. A série Solar Sailor estreou a editora independente Gorila Sentado e foi publicada em dois comics, estando a aventura, projectada para 6 números, por concluir.

Consulte aqui os anteriores destaques: #1, #2, #3, #4, #5, #6, #7 e #8.

 

2022-04-16

Tágide: Heróis Portugueses II – 8

O Heróis Portugueses 2 tem novas homenagens a personagens nacionais e já ultrapassou metade dos tributos previstos...

Temos Aya Nadir (ilustrada por Filipa Lopes), uma dos protagonistas de Milagreiro, assinado em 2015 por André Oliveira e vários ilustradores (ie. André Caetano, Filipe Andrade, Nuno Plati, Ricardo Cabral e Ricardo Tércio), que foi expandido na BD “Monte Morte”, em TLS Series vol2 - Silêncio, em 2017, com desenho de Jorge Coelho. Após o suicídio do seu irmão, Aya entra numa espiral de vingança entre sociedades secretas. As aventuras serão reeditas em 2022.

O
Tio Pelicas (ilustrado por Sérgio Santos) foi criado em 1999 por Augusto Trigo (desenho) e Patrícia Guimarães (argumento), para o Clube do Tio Pelicas, do banco Montepio Geral. Produzido para distribuição interna aos (filhos dos) sócios, a revista do Tio Pelicas serializou a aventura Tio Pelicas Investiga: A Essência Mutualista, a qual, com 28 mil exemplares, ainda constitui o recorde de publicação de uma obra portuguesa. As revistas foram compiladas em álbum em 2000, e algumas BDs curtas posteriores foram reunidas em Tio Pelicas Investiga – Edição Especial: 5º Aniversário, em 2004.

 

Daniel Perez e o demónio Wiz são os protagonistas da série Adrenalina (ilustrado por Rui Serra e Moura), criada por Miguel Jorge na revista Art Nove. A BD continuou na Crash!, em 1995, após o cancelamento do título anterior, onde derivou na série paralela “Células,” por Ricardo Andrade (I). Infelizmente a BD ficou por concluir com o cancelamento deste título e com o afastamento do autor do sector. Adrenalina regressará na antologia Apocryphus, em tributo aos 25 anos daquelas revistas.

 

E por último, o Nómada (ilustrado por Henrique Gandum) foi criado por Zé Burnay, em duas edições independentes sem distribuição nacional (2016 e 2017), e concluída em 2019, do mesmo modo, só em 2020 sendo compiladas num volume auto-editado. A obra foi publica no mesmo ano em Portugal, pela editora A Seita, em Andrómeda ou O Longo Caminho para Casa.

Consulte aqui os anteriores destaques: #1, #2, #3, #4, #5, #6 e #7.

2022-04-10

Tágide: Heróis Portugueses II – 7

Os Heróis Portugueses 2 trazem mais 4 tributos a personagens da nossa BD, chegando a meio da iniciativa…

Começamos pelo
O Encomendador (ilustrado por Nuno Dias), criado pelo grupo Aparte – Ana Freitas, Eliseu Gouveia, Nuno Duarte, Pedro Mota, Pedro Potier e Rui Filipe – e figura principal d’“O Crepúsculo dos Deuses” foi editada na revista Selecções BD (série II), entre 1999 e 2001, ao longo de BDs nos #12, 18, 23 e 29. Este universo fantástico, onde o Encomendador é uma espécie de juíz+executor regional, foi expandido através de 2 histórias mitológicas, de interlúdio à narrativa principal, a qual ficou por concluir devido ao cancelamento do título.

 

O pato Wladimyr (ilustrado por Yves Darbos) foi criado por Carlos Roque e Monique, em 1969, na revista Spirou, onde foi publicado em pranchas humorísticas, até 1983. PEste trabalho foi distinguido com Prix Saint-Michel, em 1976. O herói foi por fim publicado em Portugal entre 1998 e 2001, em mais de vinte números da revista Selecções BD (série II).

A feiticeira Samira (ilustrado por Selma Pimentel) foi criada por Selma Pimentel, em 2009. Previsto para publicação em duas partes, a série foi estreada no fanzine All-Girlz Banzai! e continuada no BDjornal #27, em 2011, também dividida em metades, que ficou por concluir devido ao cancelamento do título.

A pequena
Angélica, “o pequeno tornado” (ilustrada por Maria João Claré) foi criada por Carlos Roque e Monique, nos anos 60, na revista Spirou, e publicada em Portugal no suplemento Pim-Pam-Pum, do jornal O Século, assim como no Almanaque O Mosquito, da editora Futura.


Consulte aqui os anteriores destaques: #1, #2, #3, #4, #5 e #6.

2022-04-04

Tágide: Heróis Portugueses II – 6

O Heróis Portugueses 2 celebram hoje mais 4 personagens da BD nacional, chegando à marca dos 20 heróis…


O misterioso Vicente (ilustrado por Daniel Maia) foi criado por Eliseu Gouveia em 1995. Este avatar de um universo predador, que devora outros universos, tem poderes sobrenaturais e ganha a vida como segurança do bar Pentagrama, e é central ao universo ficcional lisboeta de Zeu. É estreado em Fantasia Estúdios: Portfólio (1995), onde surge em duas histórias curtas, sendo desenhado também por Jorge Coelho. O anti-herói regressa em 1996, em “Arcano Avatar”, no fanzine BDzona #1, e depois em 1998, em Zeu #1, um título que compila as várias histórias curtas da série “Pentagrama.” A personagem regressa frequentemente às BDs do autor, como figura de fundo.

A enigmática heroína
Aurora Boreal (ilustrada por Maria João Claré), foi criada por José de Matos-Cruz (argumento) e Susana Resende (desenho), em 2011, e estreada no livro O Infante Portugal e As Sombras Mutantes, em 2012. A heroína marcou presença também na banda desenhada O Infante Portugal em Universos Reunidos, onde voltou a ser ilustrada por Susana Resende, antes de figurar em diversas BDs curtas complementares à sua saga editorial, publicada pela Apenas Livros. Este ano, a sua adaptação titular para BD acontece na antologia Aurora Boreal em Reflexos Partilhados, onde é desenhada por Daniel Maia, Fernando Vilhena de Mendonça, João Raz, José Bandeira, José Ruy, Nuno Dias, Renato Abreu e Susana Resende.


O jovem herói
Billy (ilustrado por Yves Darbos) foi criado por Joana Lafuente em 2006. Um jovem inventor-prodígio, Billy é o protagonista da BD “Dream Machine”, vencedora de um Troféu Central Comics e publicada nos fanzines All-Girlzine (#1), e em All-Girlz Banzai! (#3), em 2009.

O
Beep Boop (ilustrado por Nuno Dias) foi criado por Daniel Silva Lopes, em 2019. A série Beep Boop: Monster Hunters, publicada pelo selo Gorila Sentado em três comics, conta as aventuras de Beep e Boop, personagens do universo doutra série do autor, Solar Sailors, que confrontam o tirano Krong para acertar contas do passado.

E por último, o
Macaco Tozé (ilustrado pela Patrícia Costa) foi criado por Janus em 1998 e auto-publicado pelo autor em quatro fanzines até 1999, sendo depois compilado n'O Macaco Tozé, em 2000, pela Mmmnnnrrrg e Bedeteca de Lisboa. A personagem do Porto vive desventuras eróticas e cómicas, tornando-se um dos ícones da art brut nacional.


Consulte aqui os anteriores destaques: #1, #2, #3, #4 e #5.