2022-12-16

BD Montijo: Antologia I – Rui Serra e Moura

O BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial, promovido pela Câmara Municipal de Montijo e leccionado por Susana Resende, engloba três cursos, entre 2018 e 2019-2020. A iniciativa resultou em 18 BDs curtas pelos formandos – muitos, estreantes absolutos – sendo as BDs publicadas em BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial – Antologia I eexpostos na Casa Mora – Museu Municipal de Montijo, em Fev. 2022. Dado o livro ter edição limitada, muitos leitores não tiveram chance de conhecer estes autores, que mais tarde fundaram o colectivo Tágide; por isso, o TágideBD partilha aqui as BDs...

Avançando
em ordem alfabética, partilhamos “A Lenda” de Rui Serra e Moura, uma narrativa sobre o mito da Senhora da Atalaia, uma freguesia do Montijo, que romanceia a lenda local.



Reflexões

“
Este trabalho pretende retratar a lenda de Nossa Senhora da Atalaia, de acordo com o registo histórico que se pensa ser o mais antigo que existe e que é descrito no tomo II, livro II, título LV do Santuário Mariano por Fr. Agostinho de Sta. Maria (1642-1728), e também de acordo com a temática e a época. O texto é uma resenha que creio seja fiel ao original em português setecentista, segundo citação constante em Tradições religiosas entre o Tejo e o Sado, do investigador Luis Marques (Assírio & Alvim, 2005).”
- Rui Serra e Moura

Biografia

Natural de Lisboa, reside no Montijo desde 1996, e é na Música que desenvolveu a sua vida profissional, o que o levou a tocar e trabalhar com alguns nomes conhecidos da cena nacional e internacional, bem como a leccionar nesta área há 30 anos.
O gosto pelo desenho e pela banda desenhada que tinha ficado esquecido no final da sua adolescência, nos gloriosos anos '80 do séc.XX, foi marcado pelo traço, ideário e imagética de autores como Bilal, Moebius, Giménez e Jodorowsky, e de publicações como a Metal Hurlant.
A sua participação no 1º curso Iniciação à Arte Sequencial foi essencial no acordar e reavivar desse gosto, que pretende manter desperto e utilizar simbioticamente com a música, em futuras produções do estúdio de que é proprietário – o Lunar NRG Estúdio. Integra o colectivo Tágide desde o início e editou no fanzine Outras Bandas #3-4, #5 e #7, publicado pelo grupo, e no volume BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial – Antologia I, pela C. M. de Montijo.


2022-12-15

Mais FC Porto por Daniel Maia e Susana Resende

A dupla Daniel Maia e Susana Resende, que antes destacámos como autores da campanha publicitária inédita FC Porto: BD 2022/2023, a qual, pela primeira vez no desporto mundial, põe Arte Sequencial ao serviço da promoção futebolística, criando inteiras páginas de banda desenhada para entusiasmar os adeptos no Estádio do Dragão, continua o seu curso, apesar da interrupção do campeonato mundial.
Aqui fica mais um punhado das BDs criadas pelos autores montijenses nos últimos meses...

2022-12-10

BD Montijo: Antologia I – Rafael Marquês

O BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial, promovido pela Câmara Municipal de Montijo e leccionado por Susana Resende, engloba três cursos, entre 2018 e 2019-2020. A iniciativa resultou em 18 BDs curtas pelos formandos – muitos, estreantes absolutos – sendo as BDs publicadas em BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial – Antologia I e expostos na Casa Mora – Museu Municipal de Montijo, em Fev. 2022. Dado o livro ter edição limitada, muitos leitores não tiveram chance de conhecer estes autores, que mais tarde fundaram o colectivo Tágide; por isso, o TágideBD partilha aqui as BDs...

Continuando em ordem alfabética, partilhamos
“O Último Troll do Tejo” de Rafael Marquês, uma história de (des)aventura no Tejo onde um jovem pescador enfrenta uma criatura horrível.


Reflexões
“Para criar uma banda desenhada localizada no Montijo, foi-me impossível não pensar logo na ponte Vasco da Gama e no impacto que teve na altura da sua construção, como a ponte mais longa da União Europeia. O tema da ponte depressa me puxou para uma das criaturas mitológicas mais associada com essa estrutura: o Troll. A partir daí, a história quase se escreveu sozinha.
Agradeço imenso à formadora Susana Resende e ao Daniel Maia por me guiarem com sucesso no processo, e por me “puxarem as orelhas” quando tal era merecido e devido. Foi sem dúvida uma experiência que me despertou para um novo mundo de BD, que nunca mais verei com os mesmos olhos.”
- Rafael Marquês

Biografia
Natural de Nisa, reside no Montijo desde 2018. É licenciado em Design e Animação Multimédia pela ESTGP e trabalha em part-time como Explicador de Matemática, enquanto desenvolve as suas aptidões como Artista Conceptual. Embora consuma banda desenhada desde jovem, tanto no género comics como manga, teve no 3º curso Iniciação à Arte Sequencial a sua estreia no sector.
Desde 2020, integra o colectivo informal Tágide e colabora no fanzine Outras Bandas #3, 5 e 7. A sua primeira BD foi publicada no volume BD Montijo: iniciação à Arte Sequencial - Antologia I (2022).

2022-12-09

BD Montijo: Antologia I – Patrícia Costa

O BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial, promovido pela Câmara Municipal de Montijo e leccionado por Susana Resende, engloba três cursos, entre 2018 e 2019-2020. A iniciativa resultou em 18 BDs curtas pelos formandos – muitos, estreantes absolutos – sendo as BDs publicadas em BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial – Antologia I e expostos na Casa Mora – Museu Municipal de Montijo, em Fev. 2022. Dado o livro ter edição limitada, muitos leitores não tiveram chance de conhecer estes autores, que mais tarde fundaram o colectivo Tágide; por isso, o TágideBD partilha aqui as BDs...

Continuando em ordem alfabética, partilhamos
“A Flor das Tágides” de Patrícia Costa, uma BD sobre a intervenção cultural urbana por um grupo de amigos mágicos.

 

Reflexões
“Para esta BD,
inspirei-me num grupo de três amigos graffiters que havia concebido em 2007, logo após me licenciar. Não aqueles miúdos que se limitam a 'taggar as paredes; imaginava grafiters artísticos à séria, que criassem murais impressionantes... Porém, isso já é comum em 2018, pelo que tinha de ir mais além. Então, achei interessante criar três artistas "mágicos", de cuja pintura fosse despercebida de dia e apenas visível à noite. A Festa das Flores adequou-se como uma luva à integração destes jovens na narrativa e ao surgimento de uma falua sobrenatural na cidade de Montijo.
E é na dualidade de conceitos, nessa metáfora, que órbita
A Flor das Tágides: o dia e a noite, o visível e o invisível, o marginal e a Lei, o mágico e o mundano... Isto, para apelar às pessoas para verem além do óbvio, além da superfície, e deixarem-se elevar pela criação Artística nas mais diversas formas; seria como exaltar a beleza da Arte como a linguagem mais universal de toda a Humanidade.”
- Patrícia Costa


Biografia

Natural de Fundão, reside no Montijo desde 2012. É licenciada em Arquitectura pelo ISCTE (Lisboa) e mantém actividade freelance como ilustradora, dando continuidade à tendência para o desenho que desenvolveu a nível académico e a paixão de sempre por contar histórias. Em 2011, após terminar o Ensino Superior, frequentou o
Curso de Formação Profissional de Criação de Personagens de Ficção e ingressou no 1º Iniciação à Arte Sequencial, em 2018, no seguimento do qual foi distinguida na Categoria A+ do Concurso de BD dos Prémios Nacionais de Banda Desenhada, promovidos pelo 29º Amadora BD. Nos anos seguintes, venceu o 3º lugar no Concurso de BD do 13º e 14º BDteca – Salão de BD de Odemira, em 2019 e 2020.
Após cofundar o colectivo Tágide, em 2019, colabora na antologia
H-Alt #9 (com Penim Loureiro), no Tertúlia BDzine #187 (com colegas do Tágide) e fanzines Outras Bandas, publicados pelo Tágide, vencendo o XVII Troféu Central Comics para Melhor Obra Curta, por “O Chá das Cinco” (in Outras Bandas #1). Em 2020, participou no desafio ACBD e antologia Virar a Página, com argumento de Marco Fraga Silva e Diogo Almeida.

Em 2021, autopublica os dois primeiros álbuns da sua colecção
Crónicas de Enerelis, que continua em 2022 com o vol.3. Os seus álbuns têm sido nomeados em vários prémios do sector nacional, como XIX Troféus Central Comics em Melhor Publicação Independente (2022), 3º Prémios Bandas Desenhadas em Melhor Obra Nacional com Distribuição Alternativa (2022), 4º Geeks d’Ouro como Melhor BD Nacional (2022) e Prémio Adamastor como Ficção Científica em BD (2021). Foi ainda convidada especial da Tertúlia BD de Lisboa em Novembro de 2021.
Em 2022, integra a o volume
BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial – Antologia I, pela Câmara Municipal de Montijo.

2022-12-08

BD Montijo: Antologia I – Mário André

O BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial, promovido pela Câmara Municipal de Montijo e leccionado por Susana Resende, engloba três cursos, entre 2018 e 2019-2020. A iniciativa resultou em 18 BDs curtas pelos formandos – muitos, estreantes absolutos – sendo as BDs reunidas em BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial – Antologia I e expostos na Casa Mora – Museu Municipal de Montijo, em Fev. 2022. Dado o livro ter edição limitada, muitos leitores não tiveram chance de conhecer estes autores, que mais tarde fundaram o colectivo Tágide; por isso, o TágideBD partilha aqui as BDs...

Continuando em ordem alfabética, partilhamos
“A Viagem” de Mário André, uma BD onírica e pessoal, que relata a aventura criativa do próprio autor em banda desenhada.



Reflexões
“Esta incursão tardia pelas águas da BD é o resultado de um conjunto de ingredientes que se inicia pelo óbvio amor pela Nona Arte, misturado com algum "jeitinho" nunca antes testado, e uma aposentação mais cedo do que o normal, motivada por questões de saúde (e outras não são para aqui chamadas). Desta alquimia resultou a vontade de aprender tudo sobre BD (claro que não sei nada, mas pelo menos conheço alguns termos nela usados) levando-me a frequentar certas formações e workshops, com Pedro Vieira Moura, Penim Loureiro, Susana Resende e Daniel Maia. Dos ensinamentos destes últimos nasceu este produto (Obrigado), é também o "medicamento" que me deixa feliz todos os dias, levando-me a erguer cedo todas as manhãs, procurando criar novas histórias.

Novas histórias, essas, cujo conteúdo político/social está sempre presente numa visão ecológica do mundo, crítico das políticas neoliberais desumanas, orientadas para o lucro, não numa visão miserabilista e choramingas na amostra que faço do mundo real, mas que, a partir da consciência das múltiplas encruzilhadas e enredos em que estamos metidos, possamos descodificar tudo isto e caminhar para um mundo melhor – pela mão da Banda Desenhada.”

- Mário André


Biografia

Oriundo de Alpiarça, foi profissional de Enfermagem ao serviço da Selecção Nacional e do Sporting Clube de Portugal. Aposentado em 2015, dedica-se a desenvolver aptidões em BD e a produzir obras autorais, auto-publicando no fanzine
Doce Êmese Canibal, pelo selo editorial Kustom Rats. Este retorno à paixão pelo desenho, tornou-o o mais decano novo autor de BD na comunidade portuguesa, com várias participações em concursos de BD e em eventos, entre os quais o festival Amadora BD e BDteca: Salão BD de Odemira, em que foi distinguido com Menção Honrosa em 2017 e 2021.

Frequentou formações na NextArt e no Museu Bordalo Pinheiro, e consolida aptidões no 1º
Iniciação à Arte Sequencial. Após cofundar o colectivo Tágide, publica regularmente nos fanzines Outras Bandas - obtendo nomeação para o 2º Prémio Bandas Desenhadas em Melhor BD Curta em Antologia -, e colabora também no Venham #5 #10 e A Ponte #1. De seguida, eleva a produção para álbuns, primeiro adaptando A Implosão, de Nuno Júdice, em 2021, e lançando depois a colecção Quaresma, o Decifrador, adaptando os contos policiais de Fernando Pessoa, iniciada com O Caso do Quarto Fechado e Crime, em 2022, e prosseguindo em 2023 com A Morte de D. João.
Paralelamente, é também responsável pela criação e coordenação da Fanzineteca de Alpiarça, integrada na Biblioteca Municipal daquela cidade.


2022-12-07

Patrícia Costa e Shania Santos na Comic Con Portugal

As autoras Patrícia Costa e Shania Santos juntam-se para marcar presença no Beco de Artistas da 8ª edição da Comic Con Portugal, que decorre de 8 a 11 de Dezembro, novamente no Parque das Nações, em Lisboa.
Esta será a 2ª participação da Patrícia no CCPT, após se estrear no ano passado, mas é a primeira vez
para a Shania, que teve experiência neste sentido apenas numa Feira Anjos70, há alguns anos. As artistas vão comercializar as suas publicações e mercadorias, bem como vão realizar comissões in loco
.

 

Actualização: Fotos das mesas das autores no evento...


2022-12-05

BD Montijo: Antologia I – Maria João Claré

O BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial, promovido pela Câmara Municipal de Montijo e leccionado por Susana Resende, engloba três cursos, entre 2018 e 2019-2020. A iniciativa resultou em 18 BDs curtas pelos formandos – muitos, estreantes absolutos – sendo as BDs reunidas em BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial – Antologia I e expostos na Casa Mora – Museu Municipal de Montijo, em Fev. 2022. Dado o livro ter edição limitada, muitos leitores não tiveram chance de conhecer estes autores, que mais tarde fundaram o colectivo Tágide; por isso, o TágideBD partilha aqui as BDs...
Por ordem alfabética, apresentamos
“Nos Cornos do Touro” de Maria João Claré, uma BD que visita as tradicionais largadas de touros e os perigos implícitos nelas.


Reflexões

“
A Banda Desenhada é a arte de contar uma história através do desenho. Participar no curso Iniciação à Arte Sequencial permitiu-me aprender as técnicas e metodologias inerente à narrativa gráfica, e desenvolver aptidões e criatividade necessárias para a concepção de uma BD.
Agradeço à nossa formadora de excelência, Susana Resende, e ao Daniel Maia, pela transmissão de conhecimentos e partilha de experiências, contagiantes e inspiradoras.
E obrigada à Câmara Municipal do Montijo por promover a iniciativa e ao Eduardo Martins pela organização do espaço e logística envolvida.”
-
Mª João Claré


Biografia

Natural do Redondo, Évora, mas residente no Montijo, trabalha como Farmacêutica Hospitalar. Nutre uma paixão pela banda desenhada desde jovem, adquirida através de leituras de Disney, Marvel e clássicos franco-belgas tais como Astérix, Tintim, Lucky Luke e Corto Maltese; mais recentemente, tem vindo a explorar novelas gráficas, como Persépolis, que renovou o seu interesse em BD.
Embora seja autodidacta, foi distinguida com um prémio de BD no ensino primário. Na sequência do 1º curso Iniciação à Arte Sequencial
desenvolveu a primeira BD a solo, eventualmente publicada em BD Montijo: iniciação à Arte Sequencial - Antologia I (2022), e participou no 4º Concurso Internacional de Banda Desenhada Avenida Marginal, promovido pela Associação Tentáculo.
Em 2019, co-fundou o colectivo informal Tágide e começou a colaborar nos fanzines antológicos
Outras Bandas, assim como noutras iniciativas do grupo, tais como a BD “Além Lino”, editada em Tertúlia BDzine #187, e Heróis Portugueses
.

2022-12-02

BD Montijo: Antologia I – Lucas de Sousa

O BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial, promovido pela Câmara Municipal de Montijo e leccionado por Susana Resende, engloba três cursos, entre 2018 e 2019-2020. A iniciativa resultou em 18 BDs curtas pelos formandos – muitos, estreantes absolutos – sendo as BDs reunidas em BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial – Antologia I e expostos na Casa Mora – Museu Municipal de Montijo, em Fev. 2022. Dado o livro ter edição limitada, muitos leitores não tiveram chance de conhecer estes autores, que mais tarde fundaram o colectivo Tágide; por isso, o TágideBD partilha aqui as BDs...

Por ordem alfabética, apresentamos
“Perfeição Imperfeita” de Lucas Trigo de Sousa, uma história onírica que envolve camionistas e dinossauros.

Reflexões
“Inscrevi-me nesta formação para aprofundar os meus conhecimentos na área da banda desenhada, através da partilha de conhecimentos pelos formadores e com colegas. Apesar de não ser a minha área de estudo, foi com muito gosto que frequentei este curso, pois é uma arte com a qual me identifico muito.
Agradeço, desde já, a todos os intervenientes por esta etapa, que foi bastante positiva no meu percurso.”
- Lucas Sousa

Biografia
Natural do Montijo, frequenta o curso de Turismo Rural e Ambiental na Escola Secundária de Alcochete. Embora perspective uma carreira como zoólogo, deseja desenvolver aptidões na banda desenhada como hobbie, pois desde novo que adora desenhar e ler BD traduzida, desde comics das editoras Marvel e DC, até às séries Star Wars. Estreou-se em narrativa visual através do 2º curso Iniciação à Arte Sequencial e estreou-se e no BD Montijo: iniciação à Arte Sequencial - Antologia I (2022).

2022-12-01

BD Montijo: Antologia I – José Bandeira

O BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial, promovido pela Câmara Municipal de Montijo e leccionado por Susana Resende, engloba três cursos, entre 2018 e 2019-2020. A iniciativa resultou em 18 BDs curtas pelos formandos – muitos, estreantes absolutos – sendo as BDs reunidas em BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial – Antologia I e expostos na Casa Mora – Museu Municipal de Montijo, em Fev. 2022. Dado o livro ter edição limitada, muitos leitores não tiveram chance de conhecer estes autores, que mais tarde fundaram o colectivo Tágide; por isso, o TágideBD partilha aqui as BDs...

Por ordem alfabética, apresentamos
agora “Capitão”, de José Macedo Bandeira
, uma BD sobre brincadeiras de crianças com ecos de epopeias antigas.

Reflexões
"A BD “Capitão” foi inspirada na personagem de Nuno Álvares Botelho, capitão das Índias, nascido na Aldeia Galega do Ribatejo em 1590. Com a idade de 8 anos integra a armada portuguesa que combate em Gibraltar e Marrocos. Com 27 anos embarca para a Índia, onde se destaca como feroz combatente. Morre afogado com a idade de 41 anos, em Samatra, após confronto com as forças locais apoiadas pela esquadra holandesa."
- José Bandeira

Biografia
Natural de Coimbra, conclui o Curso de Artes Gráficas da Escola António Arroio, em 1975. Ingressa na Imprensa Nacional-Casa da Moeda como bolseiro, iniciando actividade profissional como gravador, designer gráfico e holografia, sendo a INCM pioneira na área na Península Ibérica. Em 1987, foi premiado como Gravador.
P
ublicou BDs no Mundo de Aventuras, em 1977, e cartoons na Cineasta, em 1982, assim como ilustrou livros escolares. Colabora com a Federação Portuguesa de Cinema e Audiovisuais nos anos 80, sendo a sua BD “Sessão Final” (inspirada em Fahrenheit 451, de Ray Bradbury) a base para o filme homónimo de João Paulo Ferreira, premiado no Festival de Cinema Amador de Bruxelas e prémio especial Unesco.
Após frequentar 3º curso Iniciação à Arte Sequencial, venceu o Concurso de Ilustração “A BIC é do Mundo”, pela BIC/Diário de Noticias, em 2020, e o 1º prémio do 15º BDteca, pelo salão de BD de
Odemira, em 2021. Edita BD no Outras Bandas #2-7 e no BD Montijo: iniciação à Arte Sequencial - Antologia I
(2022).

2022-11-28

Daniel Maia e Susana Resende ilustram Dia Internacional das Cidades Educadoras

Antecipando o Dia Internacional da Cidade Educadora, a decorrer no dia 30 de Novembro, a dupla de autores montijenses Daniel Maia e Susana Resende colaboraram com a Escola de Ensino Básico Rosa dos Ventos, na criação de um painel ilustrado que será alvo da pintura colectiva pelos alunos do estabelecimento, um projecto comum coordenado pela escola.

O Dia Internacional da Cidade Educadora é uma celebração internacional que tem como objetivo criar consciência sobre a importância da educação e dar visibilidade ao compromisso dos governos locais para a destacar como vetor gerador de bem-estar, convivência, prosperidade e coesão social. As actividades que a ocasião engloba passam por conferências e debates, podcasts e programas de rádio, exposições em espaços públicos e divulgações em redes sociais, concursos, formações, murais urbanos, actividades lúdicas etc.
O município do Montijo associou-se à iniciativa em 2017 e este ano preparou um conjunto variado de ocasiões para o efeito.

2022-11-24

Aurora Boreal em Reflexos Partilhados – Crítica

A antologia Aurora Boreal em Reflexos Partilhados, coeditada pela Kafre, do escritor José de Matos-Cruz, e Arga Warga, do autor Daniel Maia, lançada em Maio no FIBDB e com trabalhos de João Raz, José Bandeira, Nuno Dias e Susana Resende, entre outros, recebeu duas críticas no sector, sendo a primeira uma resenha breve do portal BandasDesenhadas e a última uma análise a fundo pelo blogue Vinheta2020. Aqui ficam alguns excertos:

SF, em BandasDesenhadas:

“Estas bandas desenhadas curtas dedicadas à Aurora Boreal, realizadas a diversas mãos, apresentam registos muito díspares. Contudo, é uma leitura que vale a pena realizar!”

Hugo Pinto, em Vinheta2020:
“Devo admitir que o alcance das histórias deste livro me surpreendeu. E quando digo que me surpreendeu não tem de ser, forçosamente, uma coisa positiva nem negativa. Surpreendeu-me pois não conhecia todo o envolvimento em torno da personagem de Aurora Boreal. E talvez por esse motivo, fiquei quase atordoado com toda a viagem onírica que esta personagem transporta consigo e que está bem patente nas várias histórias que constituem esta antologia.
Dito por outras palavras, se esperam encontrar uma leitura simples e leve, como é, muitas vezes, apanágio das antologias de banda desenhada, Aurora Boreal em Reflexos Partilhados não será para vós. Por outro lado, se apreciam poesia, questões do metafísico e banda desenhada… é bem provável que devam conhecer esta antologia.

A personagem que dá mote a estas histórias foi criada em 2012 por José de Matos-Cruz e apareceu na sua trilogia de livros dedicados a O Infante Portugal. É uma figura feminina e sensual, carregada de elementos cósmicos, que a fazem parecer uma deusa do imaginário.
Não diria que exista nestas histórias uma linha narrativa que nos conte uma história concreta à volta da personagem. Ao invés, vão-nos sendo dado abordagens diferentes que colocam Aurora Boreal em variadas situações. Mas há sempre um toque de fantástico, de exótico e de transcendente nestas histórias.

Em muitos casos – não há como não – o leitor acaba por se perder na própria premissa, já que a mesma é demasiado lata e abstrata. No entanto, por vezes também sabe bem deixarmo-nos levar por narrativas mais psicadélicas. É o caso.
O estilo de ilustração que aqui podemos encontrar é expetavelmente muito variado, dada a quantidade de autores que participam na antologia.
Destacam-se o belo estilo de sketch a carvão de Susana Resende, o estilo realista de Daniel Maia, o estilo mais clássico de José Ruy, ou a abordagem mais estilizada e abstrata de Renato Abreu.
Como história, propriamente dita, fiquei agradavelmente surpreendido com “Aurora Boreal e o Reverso do Universo,” com desenho de José Macedo Bandeira, que nos dá um belo conto ambientado na temática de Fernando Pessoa.

Já quanto aos desenhos, enquanto confesso fã das ilustrações de Daniel Maia, posso dizer que as mesmas não desiludem e que revelam como o autor é virtuoso na execução de belos desenhos. Além disso, também tem a capacidade para ilustrar vários tipos de ambientes e histórias diferentes, o que revela que é um autor com um potencial enorme, ainda por explorar.

Em termos de edição, tendo em conta que é independente, parece-me que o trabalho é bastante decente. Este livro a preto e branco tem capa mole e um papel brilhante que me parece adequado. Acho apenas que deveria ter sido feita uma maior divisão entre histórias, uma vez que, por vezes, ainda estamos mergulhados numa história e já o conto seguinte começou. Julgo que mesmo que não fosse dada uma página branca entre histórias, ao menos poderia ter sido feita uma divisão gráfica mais inequívoca.

Em suma, Aurora Boreal em Reflexos Partilhados, pelo universo alegórico-fantástico que traz consigo, é uma antologia bastante original na sua génese. Nem sempre de fácil de leitura, relembro, mas audaz nos intuitos de significados profundos que procura atingir.”

2022-11-22

Central Comics entrevista Sérgio Santos e Daniel Maia no 33º Amadora BD

O canal de notícias de banda desenhada Central Comics partilhou entrevistas curtas de autores presentes no 33º Amadora BD, que teve lugar no final de Outubro. Entre os entrevistados estão os autores Sérgio Santos e Daniel Maia, brevemente abordados sobre as suas mais recentes produções – respectivamente, a antologia H-Alt #12 (Assoc. Tentáculo), com capa de Daniel Maia, e o álbum CoBrA: Operação Goa (Ala dos Livros), escrito por Marco Calhorda.