2022-12-08

BD Montijo: Antologia I – Mário André

O BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial, promovido pela Câmara Municipal de Montijo e leccionado por Susana Resende, engloba três cursos, entre 2018 e 2019-2020. A iniciativa resultou em 18 BDs curtas pelos formandos – muitos, estreantes absolutos – sendo as BDs reunidas em BD Montijo: Iniciação à Arte Sequencial – Antologia I e expostos na Casa Mora – Museu Municipal de Montijo, em Fev. 2022. Dado o livro ter edição limitada, muitos leitores não tiveram chance de conhecer estes autores, que mais tarde fundaram o colectivo Tágide; por isso, o TágideBD partilha aqui as BDs...

Continuando em ordem alfabética, partilhamos
“A Viagem” de Mário André, uma BD onírica e pessoal, que relata a aventura criativa do próprio autor em banda desenhada.



Reflexões
Esta incursão tardia pelas águas da BD é o resultado de um conjunto de ingredientes que se inicia pelo óbvio amor pela Nona Arte, misturado com algum "jeitinho" nunca antes testado, e uma aposentação mais cedo do que o normal, motivada por questões de saúde (e outras não são para aqui chamadas). Desta alquimia resultou a vontade de aprender tudo sobre BD (claro que não sei nada, mas pelo menos conheço alguns termos nela usados) levando-me a frequentar certas formações e workshops, com Pedro Vieira Moura, Penim Loureiro, Susana Resende e Daniel Maia. Dos ensinamentos destes últimos nasceu este produto (Obrigado), é também o "medicamento" que me deixa feliz todos os dias, levando-me a erguer cedo todas as manhãs, procurando criar novas histórias.

Novas histórias, essas, cujo conteúdo político/social está sempre presente numa visão ecológica do mundo, crítico das políticas neoliberais desumanas, orientadas para o lucro, não numa visão miserabilista e choramingas na amostra que faço do mundo real, mas que, a partir da consciência das múltiplas encruzilhadas e enredos em que estamos metidos, possamos descodificar tudo isto e caminhar para um mundo melhor – pela mão da Banda Desenhada.”

- Mário André


Biografia

Oriundo de Alpiarça, foi profissional de Enfermagem ao serviço da Selecção Nacional e do Sporting Clube de Portugal. Aposentado em 2015, dedica-se a desenvolver aptidões em BD e a produzir obras autorais, auto-publicando no fanzine
Doce Êmese Canibal, pelo selo editorial Kustom Rats. Este retorno à paixão pelo desenho, tornou-o o mais decano novo autor de BD na comunidade portuguesa, com várias participações em concursos de BD e em eventos, entre os quais o festival Amadora BD e BDteca: Salão BD de Odemira, em que foi distinguido com Menção Honrosa em 2017 e 2021.

Frequentou formações na NextArt e no Museu Bordalo Pinheiro, e consolida aptidões no 1º
Iniciação à Arte Sequencial. Após cofundar o colectivo Tágide, publica regularmente nos fanzines Outras Bandas - obtendo nomeação para o 2º Prémio Bandas Desenhadas em Melhor BD Curta em Antologia -, e colabora também no Venham #5 #10 e A Ponte #1. De seguida, eleva a produção para álbuns, primeiro adaptando A Implosão, de Nuno Júdice, em 2021, e lançando depois a colecção Quaresma, o Decifrador, adaptando os contos policiais de Fernando Pessoa, iniciada com O Caso do Quarto Fechado e Crime, em 2022, e prosseguindo em 2023 com A Morte de D. João.
Paralelamente, é também responsável pela criação e coordenação da Fanzineteca de Alpiarça, integrada na Biblioteca Municipal daquela cidade.


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